Qualificação aproxima professor das novas tecnologias
Nas últimas três décadas, novas ferramentas tecnológicas e mídias foram introduzidas em nosso cotidiano numa velocidade quase delirante. Ofertas e demandas brotam espontaneamente, exigindo agilidade de praticamente todos os segmentos da sociedade. Numa era em que especializações técnicas começam a ganhar mais terreno do que as próprias relações humanas, a educação precisa fincar suas estacas, mostrar que acompanha a alucinante revolução da informação. E os programas de formação para domínio da informática estão aí para isso.
Zeca Bandeira
Assim como blogs, redes sociais, chats e portais espalham-se internet afora, capacitações são oferecidas para professores se adaptarem à nova ordem. Os educadores buscam ficar por dentro desse maravilhoso mundo da web, agora 2.0, e, para isso, precisam encontrar resposta para uma pergunta-chave: como utilizar computadores e outros aparelhos a serviço dos processos de ensino e aprendizagem?
O curso de especialização em Tecnologias em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) em parceira com o Ministério da Educação é uma opção de caminho a ser trilhado por professores de escolas estaduais e municipais do Ensino Fundamental e Médio. Coordenado pela professora Gilda Helena Bernardino de Campos, do Centro de Ciências de Educação (CCE-PUC), disponibiliza 6.300 vagas e é aberto a educadores de todo o paí.
Foi um achado para a professora carioca Maria Salete Lopes Paulo, 60 anos, que leciona português e literatura no ensino médio do Colégio Estadual André Maurois, no Rio de Janeiro. “Não sou da geração da informática. Mas fui buscar algo novo, que me permitisse trazer o aluno para perto de mim”, ensina, reconhecendo que, logo no início, teve dificuldades para apresentar aos alunos o que aprendia: “Faltava dominar a tecnologia”. Nada grave. Com a natural evolução do aprendizado, passou a levar os alunos para o laboratório de informática do colégio, que dispõe de banda larga e 50 computadores ligados em rede.
“O interesse aumentou e aula passou a ter outro efeito”, conta Salete, que também leciona no 9º ano do Instituto Superior de Educação do Rio (Iserj). Mas a surpresa definitiva veio numa aula sobre literatura de cordel. Ela pediu aos estudantes que pesquisassem o assunto na internet. Diante dos resultados que obtiveram via web, decidiram, voluntariamente, visitar a Feira de São Cristóvão, tradicional ponto de nordestinos (e cordelistas) do Rio. Ou seja: o conhecimento adquirido de maneira digital tornou-se objeto de interesse real. “A mídia deixou de ser um mero complemento da aula. Ficar falando para os alunos copiarem já era. Viramos mediadores entre os estudantes e o conhecimento”, atesta a ex-turista de computador, hoje feliz com o recurso que a ajuda “em tudo”.
http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=592:revista-tv-escola-tecnologias-na-educacao-3o-ed-2011&catid=91:revista-da-tv-escola&Itemid=225
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